terça-feira, 12 de julho de 2011

Má gestão de arquivos custa milhões às empresas

Estudo do Ponemon Institute identificou que os pequenos negócios são os que mais gastam por pessoa para gerenciar dados não estruturados.

Companhias do mercado mundial estão pagando uma média de 2,1 milhões de dólares por ano como resultado da ineficiência do gerenciamento de sistemas direcionados a dados não estruturados, sendo que são os pequenos negócios os que mais pagam por funcionário. A comprovação vem de um estudo realizado pelo Instituto Ponemon a pedido da Novell.
O Ponemon mediu os custos do gerenciamento de dados em 100 empresas e gerou o relatório intitulado Compliance cost associated with the storage of unstructured information. O estudo identificou que o aumento de dados não estruturados, como e-mails, documentos, apresentações e planilhas está demandando sistemas de armazenamento e desafiando a conformidade.
A pesquisa verificou que as empresas de menor porte são mais sucetíveis a ter altos custos asssociados ao compliance para realizar o armazenamento de informações não estruturadas.
O custo médio nas organizações com menos de 5 mil funcionários é de 1,23 milhão de dólares, enquanto os gastos em empresas com mais de 75 mil colaboradores é de 2,71 milhões de dólares. Esse resultado indica que os pequenos negócios pagam seis vezes mais por empregado do que os grandes negócios.
Indústrias que necessitam de regulamentações fortes, como as que atuam com serviços financeiros, produtos farmacêuticos, comunicações e saúde, foram as que mais registraram custos elevados com compliance. Cada uma gasta uma média de 2,5 milhões de dólares anualmente.
Os custos de cumprimento mais caros associados ao armazenamento de informações não estruturadas incluem governança e atividades de auditoria interna. Juntas, essas atividades demandam um valor de cerca de 1,9 milhão de dólares anuais.
"Evidências sugerem que empresas permitem a implementação de tecnologias que reduzem a complexidade do gerenciamento de arquivos e podem, assim, diminuir os custos associados ao armazenamento de informações não estruturadas", afirma o presidente do Ponemon Institute, Larry Ponemon.
Sistemas automatizados de gestão de informações para controle de dados de acesso baseado em identidade podem ajudar a reduzir os custos, diz a Ponemon. Com as mídias sociais ganhando importância nos negócios, os dados não estruturados vão aumentar consideravelmente.
Mas, de acordo com analistas do instituto de pesquisas Gartner, muitas organizações não contam ainda com políticas de compliance. Até o final de 2013, afirma um analista da consultoria,  metade de todas as empresas vão produzir materiais baseados (e direcionados) nas mídias sociais. Com isso, as companhias precisam criar uma estratégia de governança global para todas as aplicações e informações usadas nas plataformas de mídia social.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

M-commerce: 79% dos brasileiros já usaram celular em compras

É o que revela pesquisa do Mobile Entertainment Forum; por outro lado, serviços financeiros móveis ainda são desconhecidos da maioria.

Cerca de 79% dos brasileiros já utilizaram o celular em alguma fase do processo de compra, mas os serviços bancários no celular ainda são desconhecidos da maioria. É o que revela uma pesquisa global realizada em junho pelo Mobile Entertainment Forum (MEF) com 8,5 mil pessoas em nove países. Os números foram divulgados na quinta-feira (7/7).
O índice de 79% coloca o Brasil à frente da média de 72% entre os países participantes da pesquisa MEF Global Consumer - o número mede o uso de celular em algum momento do processo de compra, desde a busca por informações até a compra efetiva. O grupo também inclui Egito, Índia, Indonésia, Qatar, Cingapura, África do Sul, Inglaterra e Estados Unidos.
Essas mudanças em relação ao uso de dispositivos móveis tiveram reflexo também na missão do MEF, que deixa o foco original de contéudo para abranger todas as atividades e setores ligados a mobilidade - publicidade, conteúdo, varejo, serviços financeiros -, com ênfase na rentabilização desse tipo de produto em todas as áreas.
Avanço rápido
Na avaliação da entidade, o comércio móvel, ou m-commerce, têm avançado de forma rápida na América Latina. Um em cada cinco consumidores da região (20%) afirmou estar pronto para gastar mais de 200 reais em compras pelo celular - o segundo maior índice, da Índia, chegou a 10%. A região apresenta o maior índice de migração de banda larga fixa para móvel: 41% dos entrevistados afirmaram utilizar a conexão fixa com menos frequência na comparação com o índice de 18 meses atrás.
No entanto, o MEF destaca que os serviços financeiros pelo celular, como mobile banking e mobile payments, ainda são desconhecidos de mais da metade da população da América Latina, embora já tenham sido utilizados pelo menos uma vez por 34% dos entrevistados. No levantamento, a maioria das pessoas afirmou nunca ter usado qualquer serviço financeiro no celular.
Em 2012
No Brasil, pelo menos, a tendência é que os serviços financeiros móveis comecem a deslanchar no ano que vem. Em junho, durante o Ciab 2011, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou ter chegado a um consenso e que até o início de 2012 será possível fazer pagamentos pelo celular. Num dos painéis relizados no evento, a empresa de consultoria CPM Braxis Capgemini afirmou que o Brasil é um dos líderes na adoção do m-payment, pois o número de pagamentos móveis realizados no País chegou a 3,9 milhões em 2010 e cresce mais de 30% ao ano.
Para que o m-commerce tenha condições de se desenvolver, o MEF anunciou que vai trabalhar em parceria com o ASCX9, comitê técnico americano que cria padrões para o setor financeiro. A ideia é estabelecer padrões de privacidade e segurança para o comércio via celular, já que em todos os mercados pesquisados a preocupação com segurança foi apontada por 27% como principal razão para não efetuar transações móveis.

Veja dicas para proteger seu site ou blog

Se você tem um site na internet, seja um blog, fotolog ou até a página de sua empresa, é preciso tomar cuidado com as informações que divulga. Tudo pode ser alterado e até mesmo apagado. Até as informações de seu computador pessoal podem ser acessadas e roubadas.
Salário de hackers passa de R$ 10 mil
Para proteger usuários da internet, as equipes do Hackerteen e do Safernet Brasil desenvolveram a Cartilha Diálogo Virtual, com dicas para navegar na web e cuidar de suas informações.
De acordo com a cartilha, os internautas precisam estar cientes que qualquer pessoa, independentemente de sua índole, terá acesso às informações. E aqueles intrusos que estiverem com má intenção poderão alterar ou até apagar todo o conteúdo.
Para se proteger disso, a dica é ficar atento a tudo o que você publica. É importante não divulgar segredos, fotos pessoais e informações privadas, como endereço e telefones.
O guia alerta ainda: “considere que tudo o que escrever será lido por todos e poderá ser usado contra você em brigas judiciais”.
Já para evitar o roubo de informações, a dica é não abrir anexos com extensão “.ZIP” quando venha de uma pessoa desconhecida.
Trocar a senha constantemente e ter um antivírus sempre atualizado são recomendações básicas para qualquer internauta. Veja abaixo outras dicas:
- não instale programas que sejam enviados por e-mail sem o seu consentimento;
- não acredite em todas as informações que receber (sempre desconfie);
- esteja sempre em alerta, não adicione pessoas que você não conhece e suspeite de e-mails desconhecidos;
- informação é a base de tudo, portanto, esteja sempre informado sobre os cuidados quanto à utilização segura da internet;
- desconfie de anexos sem comentários no corpo do e-mail, ou até mesmo com comentários;
- não divulgue a senha e login da sua conta de internet para ninguém;
- não clique no campo salvar senha, pois os cracker podem capturar a sua senha e login com mais facilidade;
- nunca clique no campo de "Lembrar Senha", pois existem vírus poderosos que entram no seu microcomputador por esta brecha;
- tenha um antivírus instalado e sempre atualizado no seu computador;
- a navegação é anônima, podendo ser colocados dados falsos, portanto, muito cuidado com os chats;
- use sempre senhas com letras e números, acima de 12 caracteres.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Bancos aumentam o crédito aos microempreendedores

Considerado um democratizador do acesso ao crédito, o microcrédito está em franca Expansão no País. As aplicações dos bancos voltadas para o microempreendedor saltaram 45%, de R$ 771,1 milhões em abril de 2010 para R$ 1,1 bilhão no mesmo mês deste ano, de acordo com dados do Banco Central (BC). Esta modalidade de crédito é voltada para o pequeno empreendimento informal ou para uma pequena empresa com Faturamento anual de até R$ 240 mil. E as taxas de juros variam de 0,7% a 4% ao mês.

Prova do crescimento do mercado é que o número de contratações desse tipo também aumentou. Enquanto em abril do último ano foram contratados R$ 193,8 milhões, em abril passado foram R$ 255,4 milhões, uma alta de 31,8%. O valor médio de cada contrato é de R$ 1.439,36, com prazo médio de sete meses.

Além de facilitar o acesso ao crédito para pessoas que dificilmente teriam condições de conseguir um empréstimo bancário, o microcrédito tem outras duas características que o diferenciam do crédito tradicional. A primeira delas é a concessão assistida do dinheiro. Existe a figura do agente de crédito, que visita o local da atividade para fazer uma avaliação. O profissional também acompanhará a evolução do negócio.

A outra característica é a garantia. O pequeno empreendedor pode oferecer a garantia por meio de um avalista/fiador ou até mesmo por meio de grupos, onde as pessoas se comprometem solidariamente a pagar a dívida.

É o que ocorre no São Paulo Confia, banco de microcrédito da Prefeitura de São Paulo. São formados grupos de três a dez pessoas que se comprometem solidariamente a honrar os compromissos. "Um dos diferenciais do banco é conceder crédito para a pessoa iniciar um negócio mesmo se ela tem restrições cadastrais", destaca o presidente do Conselho Administrativo da instituição, Hugo Duarte.

E foi por intermédio do empréstimo do São Paulo Confia que a empreendedora Mislene Rosa Santana Bezerra, de 31 anos, conseguiu montar seu negócio, a Showcolates e Festas - empresa de doces e decoração de festas. O primeiro empréstimo foi há seis anos. Desde então, a já empresária recorreu ao banco 12 vezes, principalmente nas datas mais movimentadas, como a Páscoa. "O crédito possibilita o meu crescimento profissional. Consegui me formalizar há um ano e consigo comprar os produtos no atacado com o CNPJ."

Mas nem todas as instituições financeiras concedem o crédito para quem está com o nome sujo. Essa é uma das restrições citadas pelo consultor do Sebrae-SP, Luiz Ricardo Grecco. Já a grande vantagem do microcrédito é tornar o financiamento viável. Na opinião de Grecco, os bancos estão encarando as pequenas empresas com mais atenção nos últimos anos, e ampliando seus produtos.

O professor Ricardo Humberto Rocha, do Laboratório de Finanças (Labfin/FIA), destaca a Ação social do microcrédito e o papel dos agentes. "Os empreendedores contam com orientação, que valoriza o trabalho do indivíduo e ajuda na profissionalização."

Uma outra Opção para o pequeno empreendedor é o Banco do Povo Paulista, fundo de Investimento de crédito produtivo do Estado. Só para Grande São Paulo, a instituição tem R$ 36 milhões para emprestar, sendo que até junho, já foram emprestados R$ 7,5 milhões a 1.960 pessoas. "O benefício do microcrédito é oferecer uma oportunidade de crescimento do negócio", conta o secretário adjunto do Emprego e Relações do Trabalho, Rogério Barreto.
Fonte: Agência Estado

Sancionada a lei sobre Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas

ova lei obriga as empresas que quiserem ser contratadas pela administração pública a quitarem suas dívidas trabalhistas

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que cria a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT) para habilitação em licitações. A nova lei obriga as empresas que quiserem ser contratadas pela administração pública a quitarem suas dívidas trabalhistas.

Ela entrará em vigor em 180 dias, a contar a partir de hoje, com a publicação no Diário Oficial da União.
Fonte: Agência Estado

segunda-feira, 4 de julho de 2011

STF quer definir teto para valor de aviso prévio

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve estabelecer um teto para o pagamento do aviso prévio proporcional ao tempo de serviço. A solução que está sendo buscada pelos ministros evitaria pagamentos elevados que poderiam aumentar os custos das empresas e levá-las a demitir funcionários com muito tempo de casa para evitar prejuízos.

O ministro Gilmar Mendes, relator do processo, avisou que o plenário do tribunal deve retomar o julgamento em agosto, após o recesso de julho.

O julgamento desse assunto foi suspenso na semana passada, pois os ministros não chegaram a um acordo sobre a fórmula de cálculo do aviso prévio proporcional. Uma das propostas em discussão, sugerida pelo ministro Marco Aurélio, previa o aumento anual do aviso prévio. A cada ano trabalhado, o trabalhador faria jus ao pagamento equivalente a dez dias de trabalho.

Ministros consideram que essa proposta não deve prosperar, pois geraria custos elevados para os empregadores e poderia gerar desemprego. Além disso, argumentam que a Constituição prevê o pagamento proporcional ao tempo de serviço. Não seria, portanto, um valor progressivo que aumenta com o passar dos anos. Os ministros passaram a avaliar a legislação de outros países e devem se esmerar nesses modelos para julgar o caso de quatro ex-funcionários da Vale.

Já na semana passada, o ministro Luiz Fux citava as legislações de países como Alemanha, Dinamarca, França e Suíça, onde o aviso prévio pode chegar a seis meses.

A decisão do Supremo de definir uma fórmula para o pagamento proporcional ao tempo de serviço recebeu críticas das empresas e entidades representativas. "Estamos preocupados, pois a decisão poderá causar expressivo impacto econômico para quem gera empregos formais", disse Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Fonte: Agência Estado

Banda larga a R$ 35 estará disponível em até 90 dias

As empresas de telefonia começarão a ofertar, a partir do final de setembro, um serviço de acesso rápido à internet para os consumidores brasileiros. O compromisso para efetivar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, foi assinado hoje e anunciado pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

A assinatura mensal de R$ 35 é o Preço que será cobrado pelas empresas, independentemente se o serviço disponível for de banda larga fixa ou móvel. Bernardo fez questão de frisar que o usuário não estará obrigado a contratar outros serviços, como uma linha de telefone fixo, para ter acesso à banda larga popular. A Oferta estará disponível em até 90 dias. Assinaram o acordo as concessionárias de telefonia fixa Oi, Telefônica, Sercomtel e CTBC.

Os serviços, porém, terão um limite para baixar arquivos da internet (download), que variam de acordo com a proposta de cada empresa. No caso da Telefônica, por exemplo, o limite é de 300 Mbps na banda larga fixa e de 150 Mbps na móvel.

Qualidade

Os parâmetros de qualidade da internet ofertada no PNBL serão definidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Segundo Paulo Bernardo, o regulamento de qualidade da banda larga fixa será votado pela Anatel em 28 de julho e, posteriormente, será colocado em consulta pública.

O regulamento que estabelece padrões de qualidade para a internet móvel já passou por processo de consulta pública. Os dois regulamentos deverão estar aprovados pela Anatel até 31 de outubro.

A presidente Dilma queria que as operadoras assumissem a obrigação de garantir no mínimo 40% da velocidade contratada e 70% de velocidade média até 2014. As empresas se surpreenderam com as metas de qualidade, que superam até os padrões internacionais e argumentaram que não teriam condições de avaliar o impacto financeiro nas propostas e seriam obrigadas a cumprir regras mais rígidas que seus concorrentes. Mas só depois de o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, ter assumido o compromisso de acelerar a votação dos regulamentos de qualidade da banda larga é que Dilma abriu mão dessa exigência.

Hoje, no caso da banda larga móvel, as operadoras só garantem 10% da velocidade contratada, e a presidente deixou claro que isso não é satisfatório. Com as novas normas que entrarão em vigor, esse porcentual subirá para, no mínimo, 30% nos horários de pico e 50% nos horários de menor tráfego. Um ano depois, esses índices subirão para 50% e 70%, respectivamente.

São Paulo

A Oferta de banda larga nos moldes do programa do governo estará disponível em 230 municípios de São Paulo até o fim do ano. Segundo o presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente, esse conjunto de municípios corresponde a 89% da população. A área de concessão da operadora no Estado abrange 622 cidades.

O executivo observou que, apesar de o PNBL prever a Oferta de internet rápida por diversas tecnologias, colocar à disposição o serviço por meio de banda larga fixa, sem a venda conjunta com outros serviços, é mais complicada de ser concretizada. "É muito difícil viabilizar isso por meio de redes fixas", afirmou. A adesão ao programa de banda larga popular provocará um "ligeiro" aumento de Investimento da companhia em 2011 e 2012, segundo Valente.
Fonte: Agência Estado